Tendinopatia do tendão patelar
O quadro clínico da tendinopatia do tendão patelar (também chamada de “joelho do saltador”) se caracteriza por dor antes, durante e/ou após a atividade física, dor à palpação bem localizada na região inferior da patela, dor ao permanecer muito tempo com o joelho flexionado, dor para subir e descer escadas e com a evolução pode chegar a dores em repouso e/ou noturnas que podem perturbar o sono. Em casos avançados pode-se encontrar nódulo palpável, edema, hipotrofia e diminuição da força do músculo quadríceps femoral (principalmente do vasto medial). O indivíduo pode sentir dor no teste de agachamento.
O tratamento conservador pode durar de três meses a anos, e é realizado por diminuição, alteração ou afastamento da atividade física que está gerando a dor, crioterapia, massagem de fricção profunda, eletroterapia, ultrassom terapêutico, laser de baixa intensidade, onda de choque extracorpórea, mobilização articular de joelho e exercícios. O exercício excêntrico após a fase aguda tem demonstrado efeitos excelentes na reabilitação das tendinopatias, não demonstrando diferença entre esse tratamento em comparação ao tratamento cirúrgico.