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Síndrome do estresse medial da tíbia

Corredora agachada segurando a canela

Existem duas explicações da etiologia da síndrome do estresse medial da tíbia (também conhecida por canelite ou shin splint): a primeira seria que a contração excessiva da musculatura do tibial posterior estaria envolvida causando estresse na face posterior da tíbia que levaria a periostite dessa região; a segunda seria a insuficiente capacidade de remodelação óssea causada pelo estresse persistente na tíbia. O quadro clínico se caracteriza por dor na face póstero-medial da tíbia, na porção média e/ou distal, antes, durante e/ou após a atividade física, e dor difusa à palpação.

Em casos avançados o indivíduo pode relatar dor durante as atividades de vida diária (AVD’s). No tratamento conservador é aconselhável à redução, alteração ou parada do treinamento, crioterapia, fortalecimento, mobilização articular de joelho e tornozelo e alongamento dos músculos sóleo e gastrocnêmios. Existem evidências controversas quanto ao uso de palmilha anti-pronadora, eletroterapia e acupuntura. Porém, para a prevenção desta lesão as palmilhas absorventes de sobrecarga são um dos poucos métodos que têm se mostrado promissores e apresentam algum nível de evidência.

O prognóstico da síndrome do estresse medial da tíbia ainda é incerto na literatura, porém se não tratada adequadamente pode evoluir para fratura de estresse da tíbia. Se não houver melhora pelo tratamento conservador, a cirurgia pode ser indicada com o procedimento de fasciotomia e/ou raspagem do periósteo, com 70% a 92% de alívio da dor e volta à atividade esportiva em três meses.

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