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Tendinopatia do tendão calcâneo

Corredor agachado segurando o tornozelo

O quadro clínico da tendinopatia do tendão calcâneo se caracteriza por dor na porção distal (2 centímetros da inserção no calcâneo) ou na porção média do tendão calcâneo (2 a 6 centímetros da inserção) antes, durante e/ ou após alguma atividade física ou à palpação. Em casos avançados podemos encontrar edema, espessamento, nódulo, rigidez matinal e dor durante as atividades de vida diária (AVD’s).

O tratamento conservador se assemelha ao tratamento da tendinopatia do tendão patelar, com diminuição, alteração ou afastamento da atividade física que está gerando a dor, crioterapia, massagem de fricção profunda, eletroterapia, ultrassom terapêutico, laser de baixa intensidade, onda de choque extracorpórea, mobilização articular de tornozelo e exercícios excêntricos.

Porém, após seis meses de tratamento conservador, se não houver melhora do quadro clínico (pode ocorrer em 24% a 50% dos casos) pode ser indicado o procedimento cirúrgico de tenotomia que nada mais é que pequenos cortes no tendão a fim de estimular um novo e mais eficiente processo de regeneração que apresenta, nesses casos, de 70% a 85% de sucesso.

No tratamento das tendinopatia tem se discutido o recurso da terapia de onda de choque extracorpórea, que é uma máquina que aplica traumas mecânicos de alta energia e com alta frequência no tendão com o objetivo de estimular um novo e mais eficiente processo de regeneração, porém sem necessidade de acesso cirúrgico como é o caso da tenotomia. Ótimos resultados têm sido descritos, mas há a necessidade de mais estudos que investiguem a utilização desse recurso.

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