Síndrome da banda iliotibial
A síndrome da banda iliotibial é caracterizada por dor na região lateral do joelho causada pela fricção da porção distal da banda iliotibial com o epicôndilo lateral do fêmur. Na fase de apoio da corrida o joelho apresenta de 20o a 40o de flexão, e a amplitude de movimento do joelho a 30o de flexão é descrita como a “zona de impacto” ou momento onde ocorre a maior fricção da banda iliotibial com o epicôndilo lateral do fêmur.
O quadro clínico é caracterizado por dor à palpação na região lateral do joelho, dor em queimação ou ferroada durante a atividade física (principalmente próximo de 30o de flexão de joelho) e eventual estalido na face lateral do joelho. Em casos avançados pode haver diminuição do desempenho esportivo e ainda causar dor e limitação nas atividades de vida diária (AVD’s). As manobras de Ober e de Noble podem apresentar dor durante o teste físico. Não existe uma evidência sobre as intervenções no tratamento da síndrome da banda iliotibial.
Na fase inicial aguda podem ser utilizadas modalidades como a iontoforese, fonoforese e massagem com gelo. Após a fase aguda pode ser realizada a massagem friccional e são recomendados exercícios de alongamento para o trato ou banda iliotibial. O atleta deve experimentar diversas formas de alongamento e definir em qual posição ele sente que o alongamento é mais eficiente. Também deve ser iniciado um programa de fortalecimento e reeducação muscular após a melhora do quadro clínico do atleta.
Modalidades de exercícios com ênfase na contração excêntrica têm sido apontadas como eficiente no tratamento conservador da síndrome da banda iliotibial.